quarta-feira, 24 de maio de 2006

Serenidades...



Um dia talvez

Um dia hei-de temer o abandono,
a sede, a noite, a sombra, o esquecimento.
Mas nessa altura eu quero que o outono
me escreva em tons de sépia o testamento.

Que amor existe apenas no arame,
no lume, no trapézio, em estar presente.
Sem choros nem desculpas, sem reclame.
(Doer-me o ires embora é estar doente.)

Por isso não te peço a eternidade,
contratos, cumprimento de promessas.
Eu quero é que me ames de verdade
e que, não sendo assim, desapareças.

Um dia talvez tema o abandono.
Agora penso nisso e dá-me sono.

poema de jcb

Eu gosto dele, ele gosta de mim:) Poderia ser mais simples?!